segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ainda sem nome

Isto é uma "coisa" que tenho estado a escrever, não tem nome nem pretenções a nada ainda. É apenas uma coisa que ando a escrever. O outro, a que chamo conto, mas tem demasiadas paginas para ser um conto, já não esta nas minhas mãos. Este começou por ser um pequeno ensaio, mas de repente começou a crescer e tal como o primeiro, já não pode ser ensaio, demasiadas paginas, mas não ganhou ainda estatuto de conto. Fica as primeiras linhas, ainda muito toscamente alinhavadas.

"Conheceram-se na rua, ao fim do dia.
Ela tomara uma decisão ousada, caminhar um pouco na praia,, deixando para trás o homem grande que a carregava no automóvel de metal elegante.
Ele voltava pelo caminho mais longo, deixando que o sol lhe atiçasse mais o bronze cobre da pele trabalhada.
Ela de cabelo colorido pelo por do sol fogoso, tinha uma rosa na mão, ele com as mãos calejadas do trabalho, ruminava um palito nos dentes.
Conheceram-se sem querer, pelo querer de ninguém simplesmente conheceram-se e uniram-se para sempre.
Era forte a união, apesar das enormes diferenças, da lonjura dos dois mundos que de tão longe que estavam nem se viam.
Ela andava de carro guiado por um homem de preto de semblante carregado. Sentava-se a trás vendo passar o povo apressado. Ela não tinha pressa de nada, o seu mundo estava já organizado.
Ele acordava de madrugada para apanhar o comboio de lá longe até a cidade grande, que aquela hora vespertina, estava como que abandonada.
Ela tinha seda nas mãos, ele tinha cal, cimento e água.
Caminhavam de mão dada pelo calçadão imenso, umas vezes quase noite, outras pela madrugada, ele falando muito, ela falando quase nada. Era a luz divina que dela emanava que lhe enchia os dias toscos e pesados na obra de construção. Era o reflexo do sol de verão na pele alva.
Os seus vestidos frescos de tecidos finos dançavam no vento calmo.
As veste simples e gastas torneavam-lhe o corpo compacto e maciço.
Ele era feliz, ela estava em gracioso estado de alma."

11 comentários:

Nostálgica disse...

Gostei...:)
um bjhno..
vou voltar mais vezes

Krippmeister disse...

Deixa-te levar pelas vagas de inspiração quando vierem. É a parte mais curtida do trabalho criativo :-)

antonio disse...

Gostava de saber mais sobre essa mulher em gracioso estado de alma...

Joaninha disse...

António,

tenho para mim e segundo fontes seguras que em breve não aqui mas em outro local poderá saber tudo sobre esta mulher em gracioso estado de alma e sobre o seu trolha moreno ;) Não é Kreippmeister?

António Inglês disse...

Joaninha

Agora venho apenas dizer-lhe que lhe deixei uma lembrança lá pelo meu canto.
Beijinhos
António

Allanah disse...

Tres bien irmazita, nao paras de nos surpreender com estas tuas perolas literarias :P

Joaninha disse...

Gostas mesmo Allanah?
Queres que te mande tudo?

Allanah disse...

Manda manda, para eu dar uma vista de olhos!

Krippmeister disse...

"tenho para mim e segundo fontes seguras que em breve não aqui mas em outro local poderá saber tudo sobre esta mulher em gracioso estado de alma e sobre o seu trolha moreno ;) Não é Kreippmeister?"

Leia-se "breve" no sentido mais lato do termo... :-)

Está andando Joaninha, calma...

joshua disse...

Não sei porquê, isto lembra-me Sophia. Por outro lado, pensei que biografavas talver a história do namoro dos teus pais.

Não lingues. Gosto de expor por vezes as minhas intuições.

PALAVROSSAVRVS REX

Joaninha disse...

REX

É a história de varios namoros misturados, tem pintinhas dos meus pais e de muitas outras histórias de amor bonitas que conheço...O fim será seguramente diferente do dos meus pais :)
Vamos lá ver é se eu consigo dar-lhe o fim que eu quero ou se as palavras me vão levar outra vez para caminhos mais escuros...Espero que não.