segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mãe


Já escrevi sobre a minha mãe, umas poucas de vezes. Não tão poucas como isso, e ainda assim, não tantas como ela merece.
Não é só por ser bonita que falo nela. É linda, é certo. Sempre o foi, continua sendo e será eternamente. Não é novidade e confirma-se facilmente. Não é por isso, mas por tudo o resto.
É por ser mãe com todas as fibras do seu ser, mesmo contra toda a fibra do seu intelecto, uma negação positiva de maternidade que é o mais acertado contra-senso.
Pela sua capacidade de abnegação materna, num constante abraçar escondido, preocupação continua, camuflada atrás de um ar sempre um pouco “blasé”.
Sempre com as feridas escondidas, com o sofrimento refundido, com o medo trancado na gaveta. Enfrentando, enfrentando-se...
Podia aqui filosofar durante horas, dias, anos, sobre todas as razões pelas quais é ela assunto de que nunca me farto, e sobre o qual nunca digo o suficiente. As razões pelas quais me encho de orgulho e de sentimentos que eu própria não abarco quando a penso mais seriamente. Mas não o faço, por respeito.
Basta dizer que, dificilmente outra criatura faria de forma mais dissimulada e no entanto mais perfeita, o seu papel de mãe extremosa, amorosa, uma coragem de mãe coragem!
Mãe...
Muito obrigada e desculpa-me todas as vezes que não correspondi, todos os sustos que te dei, todas as guerras que provoquei, todas as asneiras...Contrita de forma profunda, humildemente te peço mãe... perdão. Quanto aos que farei no futuro, aqueles que, demorarei anos a reconhecer, sim porque demoro sempre muito, peço-te também que me perdoes desde já. Adivinhando a tua resposta negativa, saio na mesma sorrindo, sabendo ter o perdão no bolso, mesmo se não o tivesse pedido.

Não digo que seja a melhor mãe do mundo, mas digo que, seja lá quem for essa, a minha não fica a dever nada!

Mãe.

8 comentários:

Joaninha disse...

Muita giro era se a merda do blogger carregasse a fotografia que eu queria por, mas não carrega e eu estou farta de esperar! Pronto, desisto!

Joaninha disse...

olha, agora já apareceu....hihihi!

Krippmeister disse...

Carregou Joaninha. Se fôr muito pesada demora algum tempo porque o blogger redimensiona e comprime de novo.

Quanto ao post, está um mimo. Estás no teu melhor quando escreves com o coração nas mãos :)

E eu como não tenho escrúpulos vou aproveitar o balanço e deixo também um beijinho à mãe (ia escrever mamã mas se bem me lembro isso é punível com 500 vergastadas) CC.

Anónimo disse...

Querida Joana,

Que lindo texto e que linda Mãe, Parabéns!

Ter uma filha assim, que vê, com olhos de ver, os que observam além do comum é certamente um orgulho. Cumpre-se uma missão de vida e assim tudo terá valido a pena.

Quanto a si, muitos parabéns, e esta expressão fica aquém daquilo que a menina vale.

beijinhos,
e vivam os anéis Darth Vader:)

Joaninha disse...

Obrigada Isi, por tudo.

Beijinhos

Pedro Bom disse...

Belo texto!!!

Pedro Bom disse...

Belo texto!!

O Sousa da Ponte disse...

Bonito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!