sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Um Ponto (ensaio)

Um ponto, sem marca, sem linha, sem género, sem conto. Um ponto, simples, sem gente, sem história, sem nó. Um ponto que sentia a falta que me fazias, a alegria que me trazias enquanto tínhamos outros, tantos, muitos pontos pela frente.
Um ponto, sem rima, sem virgula, sem texto. Um ponto só, um ponto intenso, que era o ponto exacto do meu pensamento e era único naquele ponto do tempo.
Um ponto que foi de esperanças, alegre, cheio de lembranças, é agora um ponto de fiascos, de tempos difíceis, de enormes fracassos, vazio de abraços.
È nesse ponto exacto, exactamente nesse ponto que deixo cair o fardo, fica tudo ali, fica o ponto marcado. Naquele ponto, naquele marco, naquele local, deixei ficar o meu ponto final. O final marcado no ponto que tinha de ficar, ficou só, mas ficou no seu lugar. Ficou o desaire de alma, como um ponto manchado, enxovalhado, mal tratado. Eu segui desse ponto para a frente, segui em busca de outros pontos, de outras gentes. O ponto marcado ficou no seu lugar de ponto abandonado, de ponto só, marca, sinal, presença, passou a passado, a ponto distante, a mancha indefinida, a ponto apagado.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Trovante - Noite de Verão

Provavelmente a melhor banda portuguesa do seculo passado.
A Allanah fez falou neles e eu continuo. As letras eram magistrais as musicas também, os musicos eram muito bons e o cantor era brilhante. Depois estragou-se ;)

A dois

- Sua mulher mesquinha.
Seu animal cruel, cínica!
Porque me arranhas o peito?
Porque me mordes a boca?
Mas me deixas só no leito?

-Seu homem indecente, tarado!
Todas as noites choro ao teu lado.

- Seu homem mimado, pequeno,
Menino mau, ser do inferno!
Porque me devoras quando me olhas?
Com esses olhos quentes, de tom ameno
A tua boca é mais fria que o inverno!

- Mulher mentirosa, O meu beijo?
A minha boca arde de desejo!

-Arranca-me a roupa e morde-me os lábios
Arranha-me o corpo. Fere-me a alma.
Não me tortures mais com indiferença
Não me olhes como se eu fosse doença!
Meu homem, meu destino, meu amor.


-Não me afastes mais, para longe.
Não me deixes, não me largues
Não sei viver sem o teu ar!
Não sei viver sem o teu ser,
Não me digas que não sabes!
Minha razão, minha mulher, meu viver

-Não te largo, não te deixo, nunca, não!

-Minha loucura, minha paz, meu pão.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008